Cidades

Reeducandos de Porto Nacional trabalham na confecção de blocos e artefatos de concreto na própria prisão

O detento A. F. elogiou a iniciativa. “Estou muito satisfeito pelo Estado ter nos dado essa oportunidade. Fiz o curso para fabricar tijolos, gostei e agora vou trabalhar para poder pagar a minha pena da melhor forma possível.

  • Publicado em 19/Nov/2018 às 11h46 ( atualizado às 11h48).

No sentido de intensificar o acesso à educação, à capacitação ao trabalho e renda, a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), por meio da Superintendência do Sistema Penitenciário Prisional (Sispen) do Tocantins, inaugurou na última quarta-feira, 14, mais uma fábrica de artefatos e blocos de concreto na Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional (CPP Porto). Essa é a terceira fábrica do tipo inaugurada pela Secretaria e ainda há previsão para inauguração de mais cinco. Os artefatos, inicialmente, serão utilizados também na melhoria da estrutura da unidade prisional.

A iniciativa é uma das ações da gerência de Reintegração Social, Trabalho e Renda do Preso e do Egresso do Sispen, juntamente com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), e com recursos oriundos do governo federal, que objetiva a educação, a profissionalização e o trabalho aos reeducandos do regime semiaberto e egressos. Para trabalhar na atividade, 60 reeducandos realizaram curso com duração de 60 horas.

O diretor da unidade prisional, Abrão Valença, se mostrou otimista com a implantação da fábrica e declarou que vai lutar para que a ressocialização se torne cada vez mais efetiva na unidade. “Esse tipo de projeto é valioso para a rotina da unidade, ocupa o tempo dos detentos e diminui o estresse da cadeia. Além disso, prepara o reeducando com uma profissão e oportuniza a possibilidade de remir a pena. Hoje, temos mais de 50% dos detentos realizando algum tipo de trabalho de remição e queremos ampliar esse número com essa fábrica e com outros projetos que vamos implementar no futuro”, declarou.

O juiz de Direito da Comarca de Porto Nacional, Allan Martins, falou sobre o potencial de produção da fábrica e como o trabalho desenvolvido auxiliará na remição da pena dos reeducandos. “É uma minifábrica, mas tem uma capacidade muito grande e a produção poderá ser vendida na cidade ou utilizada nas obras públicas, e se utilizada em obras públicas podemos até pensar em uma forma de remição mais favorecida para o reeducando", afirmou o juiz.

Pagando Pena

O detento A. F. elogiou a iniciativa. “Estou muito satisfeito pelo Estado ter nos dado essa oportunidade. Fiz o curso para fabricar tijolos, gostei e agora vou trabalhar para poder pagar a minha pena da melhor forma possível. E profissionalmente esse projeto vai ajudar não somente a mim, mas todos os detentos da unidade”, disse. A inauguração contou ainda com a presença do prefeito de Porto Nacional, Joaquim Maia, entre outras autoridades estaduais e municipais.






Fonte SECOM-TO