Polícia

Procedimentos operacionais reforçados contribuem para diminuir acesso de celulares dentro das unidades prisionais

Revistas diárias e a manutenção de boas estruturas físicas nas unidades prisionais têm contribuído para diminuir o acesso aos ilícitos no ambiente carcerário.

  • Publicado em 03/Fev/2019 às 22h46 ( atualizado às 22h59).

Revistas diárias e a manutenção de boas estruturas físicas nas unidades prisionais têm contribuído para diminuir o acesso aos ilícitos no ambiente carcerário. Com a dedicação dos servidores e o aperfeiçoamento dos procedimentos administrativos e operacionais, nove unidades prisionais tocantinenses não registram ocorrência de entrada de celulares na carceragem há meses e até mesmo anos. São os estabelecimentos prisionais de Barrolândia, Talismã, Dianópolis, Peixe, Arraias, Babaçulândia, Novo Alegre, Pedro Afonso e Formoso do Araguaia.

Na Cadeia Pública de Barrolândia, a última vez que ocorreu apreensão de celular foi em 2017 durante uma revista no interior da cela. Para o diretor da unidade, Leandro Oliveira de Sá, esse é um reflexo do aperfeiçoamento nos procedimentos operacionais. “A nossa equipe é muito engajada na execução e na evolução dos trabalhos. Com esse pessoal sempre disposto a melhorar, conseguimos imprimir essa qualidade de trabalho com procedimentos operacionais planejados e administrativos bem rígidos”, disse.

Outra unidade que mantém celulares fora da carceragem desde 2017 é a Casa de Prisão Provisória de Dianópolis. O chefe de segurança, Luciano Milhomem, conta que, além das revistas gerais duas vezes por mês, a atenção dos agentes prisionais em cumprir os protocolos inibem a entrada de ilícitos. “Temos um cuidado muito grande com os procedimentos, principalmente quando se trata das revistas de reeducandos e de seus objetos”, disse.

Nos procedimentos operacionais de segurança, destacam-se a revista por meio de detectores de metais, bem como a revista de veículos e visitantes e os adentramentos constantes de revista da carceragem.

Outras unidades

Andrea Simão, que comanda a Cadeia de Peixe há seis anos, informa que, nesse período, nunca ocorreu registro de adentramento de celular no interior da cadeia. “O nosso trabalho é bastante cauteloso, temos detectores em locais estratégicos e profissionais dedicados. Além disso, as visitas íntimas são bem restritas e tudo isso culmina em bons resultados”, declarou.

Outro estabelecimento penal que tem trabalhado de forma cautelosa e inibindo a entrada de celulares é a Unidade Prisional Feminina de Talismã. A diretora da unidade, Cristiane Fraga Oliveira, relatou que não há nenhum registro de adentramento de celulares desde que o local foi inaugurado, em 28 de abril de 2017.

Scanners Corporais

A chegada de scanners corporais nas unidades prisionais do Tocantins proporcionará ainda um controle maior sobre a entrada e a saída de pessoas e objetos nas unidades prisionais, pois vai permitir uma visualização aprimorada e menos invasiva sobre o porte de objetos proibidos aos visitantes, como armas, explosivos, drogas e aparelhos celulares. A intenção é diminuir ainda mais as ocorrências de ilícitos em unidades prisionais.



Para o diretor da unidade, Leandro Oliveira de Sá, esse é um reflexo do aperfeiçoamento nos procedimentos operacionais - Governo do Tocantins


Fonte Secom