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Veja o que você precisa saber para se prevenir da dengue, zika e chikungunya

  • Publicado em 24/Fev/2019 às 11h49 ( atualizado às 11h57).

Os casos prováveis de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti dispararam no Tocantins. O monitoramento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), apontou, em 2019, um aumento de 1.657,7% (3.867) dos casos de dengue, zika e chikungunya em relação ao ano de 2018 (220 casos).

O Governo está fazendo a parte dele, mas é preciso que os cidadãos tenham consciência ao cuidar bem do seu recinto doméstico, eliminando os criadouros. Dentre ações que já estão sendo executadas pelo poder público estadual constam o monitoramento da situação epidemiológica das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a disponibilização de carros fumacê para da aplicação do inseticida Ultra Baixo Volume (UBV) pesado, nas regiões com alto índice da circulação viral, além da realização de campanhas informativas e ações integradas, contínuas e estratégicas com outros órgãos do Governo e parceiros.

Abaixo, listamos dicas e informações importantes do Ministério da Saúde para você se prevenir dos males que esse mosquito pode causar.

Dengue

A única forma de prevenção é acabar com o mosquito, já que não existe vacina ou medicamentos contra dengue. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser adotadas principalmente durante surtos.

Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

A infecção por dengue pode ser assintomática, leve ou causar doença grave, levando à morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele.

Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Na fase febril inicial da doença, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, entre outros sintomas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde.

As ações de controle da dengue ocorrem, principalmente, na esfera municipal. Quando o foco do mosquito é detectado, e não pode ser eliminado pelos moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

Zika

O zika é um vírus transmitido pelo Aedes aegypti e foi identificado pela primeira vez, no Brasil, em abril de 2015. O principal modo de transmissão descrito do vírus é pela picada do mosquito. Não há evidências de transmissão do vírus zika por meio do leite materno, assim como por urina e saliva.

Cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus não desenvolvem manifestações clínicas. Os principais sintomas são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele, coceira e vermelhidão nos olhos. Outros sintomas menos frequentes são inchaço no corpo, dor de garganta, tosse e vômitos.

No geral, a evolução da doença é benigna e os sintomas desaparecem espontaneamente após 3 a 7 dias. No entanto, a dor nas articulações pode persistir por aproximadamente um mês. Formas graves e atípicas são raras, mas quando ocorrem podem, excepcionalmente, evoluir para óbito.

Gestantes devem ficar atentas também quanto ao zika vírus, já que ele pode fazer com que o bebê tenha microcefalia, uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada.

Chikungunya

A febre chikungunya é uma doença transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. No Brasil, a circulação do vírus foi identificada pela primeira vez em 2014.

Os principais sintomas são febre alta de início rápido, dores intensas nas articulações dos pés e mãos, além de dedos, tornozelos e pulsos. Podem ocorrer ainda dor de cabeça, dores nos músculos e manchas vermelhas na pele.

Não é possível ter chikungunya mais de uma vez. Depois de infectada, a pessoa fica imune pelo resto da vida. Os sintomas iniciam entre dois e 12 dias após a picada do mosquito. O mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo infectado. Cerca de 30% dos casos não apresentam sintomas.

Não existe vacina ou tratamento específico para chikungunya. Os sintomas são tratados com medicação para febre e dores articulares. Não é recomendado usar o ácido acetilsalicílico (AAS) devido ao risco de hemorragia. Recomenda‐se repouso absoluto ao paciente, que deve beber líquidos em abundância.







 Fonte: Secom TO