Goiás

Condenação do Presidente da Câmara de Porangatu em processo de furto de gado repercute

Na época, Clodoaldo era um dos sócios do frigorífico que comprou as novilhas para o abate.

  • Publicado em 26/Nov/2019 às 20h50 ( atualizado às 21h03).



Cloadoaldo Santinela, presidente da Câmara de Porangatu-GO foi condenado a três anos e seis meses em processo de furto de gado. Parlamentar pode recorrer da decisão.
 

A notícia de que o presidente da Câmara de Vereadores de Porangatu, Clodoaldo Santinelo, foi condenado a três anos e seis meses, em processo de furto de gado ocorrido em 2011, no povoado de Cruzeiro, distrito de Bonópolis deixou a comunidade surpresa.

Segundo o portal Serra Azul, na época do fato, Clodoaldo era um dos sócios do frigorífico que comprou as novilhas para o abate. O presidente da câmara alega em sua defesa que alugava o estabelecimento para uma pessoa de Anápolis e que não teve qualquer envolvimento com a negociação e que já recorreu da decisão.

“Eu e meu sócio, só prestamos o serviço. O gado foi vendido pra quem estava alugando o frigorífico. Só que como o frigorífico era nosso, o nosso nome foi citado aí no meio. A guia do gado não foi passado nem no nome do frigorífico. Foi passado no nome de quem era o arrendatário da época”, explicou Clodoaldo.

Consta na decisão que Zildemar da Silva de Morais e Leonor Ferreira dos Santos foram condenado a dois anos e quatro de meses. Clodoaldo Santinelo, Dalmar Euzébio Alves e Olímpio Queiroz de Araújo a três anos e seis meses. Todos podem recorrer da decisão.

Entenda o caso
O então vereador e policial militar da reserva, Zildemar da Silva de Morais, foi preso preventivamente em julho de 2011, em cumprimento a mandado de prisão, representado pelo então delegado de São Miguel do Araguaia, Alexandre Moreira Neto; e decretado pelo juiz Rodrigo Brustolin.


Ele foi acusado de furto qualificado de 22 novilhas de alto padrão, inseminadas artificialmente e com marcação sobreposta. Os funcionários do frigorífico desconfiaram e tiraram fotos das marcas de propriedade das vacas.

Segundo informações repassadas ao delegado regional da época, Edson Asevedo, 20 dessas novilhas teriam sido vendidas a um frigorífico em Porangatu.
“Além da confirmação de testemunhas diretas desses dados, nós também encontramos uma novilha na propriedade do Zildemar que é vizinho da vítima, e teria contratado um frente durante a noite para pegar o gado, restando saber o destino de um desses animais”, explicou o delegado.

Também de acordo com informações da Polícia Civil, ao ter conhecimento de que o caso estava sendo apurado e incluía seu nome, Zildemar esteve na fazenda “ostensivamente armado e intimidando funcionários”. A Justiça entendeu que o político poderia interferir no processo de investigação da Polícia Civil.

Informações Portal Serra Azul
 


Trecho da decisão onde o presidente da Câmara de Porangatu aparece como réu em um processo de furto de gado.