
Por Claudemir Brito/Da redação
Porangatu (GO) – A pavimentação da rodovia GO-244, entre a BR-153 (Porangatu) e a GO-142 (Montividiu), tem ganhado contornos de tensão diante da suposta resistência de alguns produtores rurais que contestam ajustes em suas propriedades, como a realocação de cercas, para viabilizar a realização das obras. Embora a Goinfra afirme que a obra não corre o risco de parar, as discussões em torno das desapropriações e indenizações já se mostram capazes de atrasar um projeto vital para o escoamento da produção e o desenvolvimento econômico da região.
Presidente da Goinfra, Pedro Sales, garantiu que o Governo de Goiás irá respeitar o direito de propriedade. Dessa vez, importante obra para a região Norte vai sair do papel.
A situação evidencia um dilema recorrente no interior goiano e em outras regiões agrícolas do país: até que ponto o direito individual à propriedade pode interferir em obras de interesse coletivo? No caso da GO-244, a pavimentação é aguardada há décadas por grande parte dos produtores rurais, comerciantes e moradores da região, justamente por sua importância estratégica para a logística e a economia local. No entanto, agora, o mesmo setor agropecuário que tanto depende da infraestrutura estaria levantando entraves para o avanço da obra?

A obra de pavimentação da GO-244 está em andamento. Essa foto é da última sexta-feira, 29.
O presidente da Goinfra, Pedro Sales garantiu que não existe nenhum tipo de resistência capaz de prejudicar a obra, e elas seguem a todo vapor respeitando o direito da propriedade.
Ainda que os direitos dos produtores à justa indenização sejam legítimos e assegurados por lei, a falta de consenso e a judicialização de casos semelhantes já se mostraram, em outros momentos, barreiras significativas ao desenvolvimento de importantes projetos de infraestrutura no Estado.
A pavimentação da GO-244 segue sendo um divisor de águas para o Norte goiano. Cabe ao governo garantir que o interesse público prevaleça sem negligenciar o direito dos proprietários, mas também cabe ao setor produtivo avaliar o impacto coletivo e não restringir, por interesses particulares, um benefício que atenderá milhares de pessoas e fortalecerá toda a economia regional.

