
Presidente do Sindicato Rural diz que não será candidata a deputada ou prefeita, mas bastidores tratam negativa como discurso de quem “ainda está estudando o terreno”.
Por Claudemir Brito/Da redação
Porangatu (GO) — Oficialmente, Ana Amélia Paulino só quer saber de sindicato. Questionada sobre uma possível candidatura a deputada estadual em 2026 ou prefeita em 2028, a presidente do Sindicato Rural de Porangatu foi taxativa: “Nem um deles! Apenas quero fazer um bom trabalho como presidente do sindicato! Limpo e em paz!”. Mas, como se sabe na política local, quando alguém nega tanto assim, é porque o nome já está circulando — e forte.
Nos bastidores, Ana Amélia continua sendo o nome mais citado nas rodas oposicionistas. De maneira discreta, quase silenciosa, vai sendo tratada como alternativa viável para encabeçar um projeto de renovação ou enfrentamento ao atual grupo político. O curioso é que, enquanto ela nega com convicção, aliados e até adversários mantêm o nome na lista dos “possíveis” com caneta vermelha sublinhado.
A presidente do Sindicato Rural tem o perfil que a oposição gostaria de exibir em uma eventual campanha: mulher, liderança do setor produtivo, com bom trânsito social e sem rejeição significativa. O discurso de “não sou candidata” é até visto por alguns interlocutores como um movimento calculado, o famoso “não estou na disputa” que antecede a entrada triunfal na eleição, se o cenário político exigir.
Além de Ana Amélia, outra figura que alimenta os bastidores é a ex-primeira-dama Gláucia Melo, igualmente apontada como nome de peso e bem vista pelo campo oposicionista. Ambas, mesmo sem pedir votos ou fazer campanha, seguem sendo mencionadas como as que “podem, se quiserem”.
Se depender das conversas reservadas de vereadores, produtores e lideranças comunitárias, a negativa de Ana Amélia tem prazo de validade. Por ora, o discurso segue sendo “apenas sindicato”, mas nos bastidores, ninguém comprou essa versão de olhos fechados. Em Porangatu, já se sabe: quem muito se defende de uma candidatura, é porque já foi escalada — mesmo sem avisar a torcida.


