O deputado estadual Eduardo Mantoan (PSDB) apresentou na
Assembleia Legislativa requerimento solicitando ao Governo do Tocantins e à
Secretaria Estadual da Saúde a observância da Lei Federal nº 14.598/2023. O
objetivo é garantir que o ecocardiograma fetal e a ultrassonografia
transvaginal passem a integrar obrigatoriamente o protocolo de assistência às
gestantes na rede pública estadual de saúde.
A medida busca reforçar o cuidado com as mães e os bebês
por meio da detecção precoce de cardiopatias congênitas, que estão entre as
principais causas de mortalidade infantil no Brasil. “Para garantir o
atendimento e a intervenção com a urgência necessária, precisamos ter uma
política preventiva mais eficaz e estruturada voltada para as grávidas
tocantinenses”, afirmou Mantoan.
Segundo dados da Sociedade de Cardiologia do Estado de
São Paulo (SOCESP) cerca de 28 mil novos casos de cardiopatia congênita são
registrados anualmente no país e aproximadamente 40% das crianças afetadas
precisam de cirurgia ainda no primeiro ano de vida. Como foi o caso do pequeno
Davi, de apenas dois meses, filho da fotógrafa Caroline Evellym e do empresário
Andrez Castilho, que nasceu em Palmas e precisou ser transferido para Belo
Horizonte há duas semanas, onde se recupera da cirurgia cardíaca de alta
complexidade. Nas redes sociais, o médico do recém-nascido, o cirurgião
cardiovascular, Pabllo Namorato Barros, vem esclarecendo dúvidas, como
por exemplo, se foi feito o ecocardiofetal durante o pré-natal. “Davi fez na
26ª semana, sendo que quanto mais tarde, maior influência temos do líquido
amniótico e também das costelas que começam a aparecer mais”.
O ecocardiograma fetal é um exame essencial para avaliar
o coração do feto ainda durante a gestação, permitindo o diagnóstico precoce e
o planejamento de intervenções médicas antes ou logo após o nascimento. Já a
ultrassonografia transvaginal é fundamental para o acompanhamento adequado do
início da gestação e pode identificar alterações desde as primeiras semanas.
“Estamos falando de exames que salvam vidas. É nosso
dever garantir este cuidado materno-infantil, evitando que mais mães passem por
este grande sofrimento em um momento que deve ser somente de alegria e gratidão
a Deus”, disse Mantoan.



