O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, nesta quarta-feira (10), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do governador afastado do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos). A solicitação buscava reverter a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou o afastamento do gestor por 180 dias no âmbito da segunda fase da operação Fames-19.
Barbosa é alvo de investigação da Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos destinados à compra de cestas básicas durante a pandemia da Covid-19.
O habeas corpus foi protocolado na última quinta-feira (4), com a argumentação de que não há provas que justifiquem o afastamento, que os fatos seriam antigos e teriam ocorrido ainda na gestão do ex-governador Mauro Carlesse (Agir).
O caso foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, que decidiu não analisar o mérito da ação, classificando o pedido como “não conhecido” por não atender os requisitos legais e processuais necessários.
Além de Barbosa, a primeira-dama e secretária extraordinária de Participações Sociais, Karynne Sotero Campos, também foi afastada. Em nota, o governador classificou a decisão como “precipitada” e Karynne afirmou que irá comprovar sua inocência.
A defesa de Wanderlei Barbosa informou que não vai se pronunciar sobre a decisão.


