
Em Jaú do Tocantins, a maior obra do momento não é hospital, escola ou asfalto novo — é a guerra declarada contra uma simples poça d’água na TO-498.
A prefeita, cercada de secretários e servidores, fez questão de registrar em vídeo o “grande feito”: pedir socorro à Ageto para resolver o acúmulo de àgua em frente à Câmara Municipal. Nada de solução caseira, improviso ou drenagem local — quando a água acumula, chama-se a força do Estado.
“Atendendo a um pedido que fiz, por meio da Prefeitura de Jaú do Tocantins, a Ageto irá executar as intervenções necessárias para corrigir o ponto de acúmulo de àgua e garantir mais segurança a motoristas e pedestres”, disse a prefeita Luciene Araújo em vídeo publicado nas redes sociais.
Pelo discurso oficial, parece que Jaú está prestes a receber uma mega intervenção de engenharia digna de capital: tratores, técnicos, estudos e muita burocracia para vencer o inimigo líquido que insiste em desafiar a gestão municipal.
Enquanto isso, moradores observam a cena com certo espanto. Se para secar uma poça é preciso mobilizar metade da prefeitura e ainda acionar o governo estadual, fica a dúvida: o que aconteceria diante de um problema realmente complexo?
Mas a prefeita garante que “a solução já está encaminhada”. Agora resta saber se a poça vai esperar pacientemente — ou se vai evaporar sozinha antes da Ageto chegar, roubando o brilho do anúncio oficial.


