
O cenário político em Porangatu caminha para uma eleição decisiva e, ao mesmo tempo, imprevisível. Pelas movimentações atuais, o município do Norte goiano pode sair fortalecido, elegendo até três representantes para a Assembleia Legislativa, ou, mais uma vez, terminar o pleito sem nenhum deputado estadual.
A disputa ganhou novos contornos após a desistência do prefeito de Novo Planalto, Eudes Araújo, que era apontado como um dos nomes competitivos na corrida. Com isso, abriu-se espaço para o surgimento de uma nova candidatura: a da jornalista Sheilismar Ribeiro.
Reconhecida no meio da comunicação local, Sheilismar foi filiada ao União Brasil pelo presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, Bruno Peixoto. Ela entra na disputa por uma vaga de deputada estadual em dobradinha com o próprio Bruno, que deve concorrer a deputado federal.
Outro nome na corrida é o advogado e empresário Márcio Luis da Silva, que deixou o MDB e se filiou ao Mobiliza. Ele conta com o apoio direto de Eudes Araújo, o que pode garantir uma base eleitoral relevante, especialmente fora de Porangatu.
O que chama atenção, no entanto, é o risco evidente de dispersão de votos. Com mais de um nome competitivo buscando o eleitorado local, cresce a possibilidade de divisão, o que historicamente já prejudicou o município em outras eleições.
Na prática, Porangatu vive um cenário de “tudo ou nada”: ou consegue emplacar uma forte representação política na Alego, ou corre o risco de repetir o fracasso de eleições passadas, ficando sem voz no Legislativo estadual.
A eleição que se aproxima, portanto, não será apenas mais uma disputa por votos — será um teste de articulação, estratégia e, principalmente, de união política em torno de um projeto comum para o município.


