
Nos bastidores da política goiana, a decisão de que Bruno Peixoto (União Brasil, a caminho do PRD) não disputará uma vaga na Câmara Federal em 2026 provocou movimentação imediata — e até comemoração discreta em alguns círculos. Quem respirou aliviado foi o deputado federal José Nelto (PP), que via no presidente da Assembleia Legislativa um adversário potencialmente perigoso na disputa por espaço e votos em regiões estratégicas do Estado, especialmente no Norte.
Segundo aliados, a possível candidatura de Bruno vinha estimulando uma oposição subterrânea em municípios onde José Nelto consolidou presença política. A retirada de Peixoto do cenário federal estanca o avanço dessa pressão e reorganiza o equilíbrio interno da base caiadista.
A nova definição é estratégica: Bruno Peixoto deve ser escalado para compor chapa com Daniel Vilela (MDB) como candidato a vice-governador, numa construção que atende a articulação regional e preserva a unidade interna com a saída de Ronaldo Caiado para a disputa presidencial.
Dentro do grupo que orbita José Nelto, o clima foi de comemoração aberta. Um aliado próximo narrou, em tom de ironia, que o parlamentar teria “rezado dez Ave-Marias” ao receber a confirmação — brincadeira que circulou entre assessores e simboliza o peso da notícia nos bastidores.
Para além da anedota, o movimento reorganiza forças: José Nelto se fortalece em redutos onde enfrentava resistência estimulada por aliados de Bruno, enquanto Peixoto ganha um espaço estratégico na construção da chapa majoritária, reforçando sua imagem de parceiro institucional da base governista.
A disputa de 2026, ao que tudo indica, segue intensa muito antes do sinal oficial.


