
Embora tenha anunciado que pretende disputar o Governo de Goiás em 2026, cresce entre analistas políticos a avaliação de que Marconi Perillo (PSDB) pode desistir novamente da candidatura, repetindo o movimento inesperado de 2022. Naquele ano, durante a convenção estadual do PSDB em Goiânia, o ex-governador surpreendeu aliados ao abandonar a corrida pelo Palácio das Esmeraldas para concorrer ao Senado — decisão que abalou a militância e frustrou quadros históricos do partido.
A possibilidade de um novo recuo não é descartada por quem acompanha o cenário de perto. O contexto atual é ainda mais adverso: Marconi enfrenta índices de rejeição que, em levantamentos internos, ultrapassam 50% a 60% do eleitorado, cenário considerado extremamente difícil para reverter em curto prazo. Além disso, o ex-governador se encontra isolado politicamente, com o PSDB reduzido a papel secundário em Goiás e sem musculatura nacional para sustentar uma campanha majoritária competitiva.
Pressão estratégica e dificuldades reais
Analistas observam que, embora a sinalização pública de candidatura seja um gesto calculado para manter relevância e preservar espaço político, o risco de um recuo estratégico permanece alto. O desgaste acumulado, a ausência de estrutura partidária sólida e a consolidação de Daniel Vilela como favorito para 2026 podem empurrar Marconi para uma nova mudança de rota.
Segundo avaliações de bastidores, o discurso de pré-candidato pode funcionar como instrumento de negociação política, abrindo portas para acordos, alianças e reposicionamentos — sem necessariamente resultar na disputa real pelo governo.
Lição de 2022
A lembrança de 2022 ainda ecoa entre aliados: muitos apostaram na candidatura ao governo até os minutos finais da convenção, quando o anúncio da desistência caiu como um choque. A operação política deixou marcas profundas no grupo, e há quem tema reviver o mesmo roteiro.
O grande teste
Nos próximos meses, o desafio de Marconi será provar que a nova tentativa não é apenas movimento para sobreviver politicamente, mas um projeto real de retorno ao poder.
Enquanto isso, o mercado político segue dividido:
será que desta vez Marconi vai até o fim — ou a história se repetirá?


