Tocantins

"O prefeito antes de prejudicar a mim e minha família, devia ter tido um mínimo de gratidão", diz Roberto Sampaio sobre prefeito de Alvorada

O ex-secretário de Saúde de Alvorada, Roberto Sampaio foi transferido para Palmas por, segundo fonte consultada pelo portal, perseguição política supostamente praticada pelo prefeito de Alvorada Paulo Antonio de Lima Segundo.

  • Publicado em 10/Feb/2020 às 19h00 ( atualizado às 19h34).



"Agora ele (prefeito PA) se incomodou porque populares cometam que eu deveria ser candidato a prefeito. Não posso sair batendo no povo para não fazerem esse tipo de comentário. Não tem registro de manifestações minhas nesse sentido. Moramos na mesma cidade, mandatos passam, o dele acaba em menos de 10 meses, e eu continuarei a ser Policial Militar”, lembrou Sampaio.


Roberto Sampaio teve sua cessão revogada em outubro, mas nunca quis se manifestar sobre o assunto. Voltando a trabalhar na polícia, foi lotado na cidade de Talismã, onde recebeu a determinação de reestruturar o Colégio da Polícia Militar do Tocantins Adjulio Balthazar, colégio de gestão estadual em Alvorada.

“Não satisfeitos e incomodados com a revolução feita em apenas duas semanas e elogios unânime dos pais. Dessa vez os responsáveis pelo ato deixaram as digitais e as máscaras caíram. O próprio prefeito Paulo Antonio fez visita pessoal ao comandante geral da Polícia Militar e solicitou a transferência de Roberto Sampaio de Alvorada para Palmas”, afirmou nossa fonte.

 

Ao portal www.claudemirbrito.com.br o ex-secretário Roberto Sampaio disse ter recebido com tristeza o fato de o prefeito Paulo Antonio ter solicitado sua transferência para Palmas. “É com muita tristeza que fiquei sabendo desse ato, tinha o Paulo como um amigo meu. O prefeito antes de prejudicar a mim e minha família, devia ter tido um mínimo de gratidão, eu ajudei a coordenar a campanha dele desde o primeiro dia em 2016, já na sua gestão fiz de Alvorada a melhor saúde do Tocantins, pra elevar o nome dele. Agora Ele se incomodou porque populares cometam que eu deveria ser candidato a prefeito. Não posso sair batendo no povo para não fazerem esse tipo de comentário. Não tem registro de manifestações minhas nesse sentido. Moramos na mesma cidade, mandatos passam, o dele acaba em menos de 10 meses, e eu continuarei a ser Policial Militar”, lembrou Sampaio.



Para o ex-secretário Roberto Sampaio, o prefeito Paulo Antonio deu um tiro no pé, e está muito mal assessorado. “Cumprirei com excelência mais essa determinação de transferência para Palmas. Mas acho que o prefeito de Alvorada deu um tiro no pé, muito mal assessorado", frisou. 

De acordo com outra fonte consultada, que pediu para não ser identificada, o documento da transferência diz que a motivação do ato é por necessidade do serviço. “Uma mentira, já que Palmas tem um efetivo de mais de 2.500 policiais, enquanto os demais 138 municípios do Estado não tem sequer 1.500 policiais. Alvorada mesmo está com déficit no efetivo da companhia. O que cai por terra a motivação e deixa claro a perseguição política, realizada após visita do prefeito ao comandante geral da polícia na semana passada. Os pais do alunos do Colégio Militar estão revoltados, e a corporação da PM em Alvorada também repudia o ato de perseguição ao irmão de farda Sargento Sampaio. Isso nunca tinha ocorrido em nenhuma das administrações anteriores. O ato de transferência ainda veio junto com a movimentação de outros policiais, para aparentar normalidade. Já que Roberto Sampaio foi presidente do Cosems, é conhecido nos 139 municípios e tem boa relação com os meios de comunicação”, afirmou.

Para o ex-secretário Roberto Sampaio, o prefeito Paulo Antonio deu um tiro no pé, e está muito mal assessorado. “Cumprirei com excelência mais essa determinação de transferência para Palmas. Mas acho que o prefeito de Alvorada deu um tiro no pé, muito mal assessorado. Feito por impulso. Eu acho que agora ele deve correr atrás do prejuízo colocando o governo para assumir a responsabilidade e emitindo nota negando. Mas nós militares somos irmãos de farda, quando você fere um guerreiro a tropa inteira se solidariza”, finalizou.