
A decisão do ministro Nunes Marques, do STF, devolvendo o governo a Wanderlei Barbosa, foi recebida na Assembleia como um sopro de ar condicionado no auge do verão tocantinense. O presidente Amélio Cayres, que vinha sentado sobre seis pedidos de impeachment, finalmente pôde afrouxar o cinto e respirar aliviado.
Afinal, a matemática é simples: com governador afastado, havia pressão para pautar. Com governador de volta, não precisa pautar nada — pelo menos por agora. A gaveta continua fechada, com sua coleção de requerimentos intacta, em perfeito estado de conservação.
A crise muda de forma, mas não de endereço: sai do discurso sobre impeachment e volta para o campo jurídico, onde decisões caem como relâmpagos e salvam agendas inteiras.
No fim, a Assembleia mantém sua rotina: harmonia entre poderes, silêncio entre gavetas, e a esperança de que o próximo capítulo da novela venha com data marcada — e não com pauta aberta.


