A ex-prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, voltou aos holofotes ao ser anunciada como pré-candidata a deputada federal durante o lançamento da pré-campanha de Vicentinho Júnior ao Governo do Tocantins. O movimento, no entanto, tem provocado muito mais questionamentos do que demonstrações concretas de força política.
Apesar de ser um nome conhecido na capital, Cinthia ainda não mostrou possuir a musculatura necessária para uma disputa estadual competitiva. E é justamente aí que mora o principal problema: eleição para deputada federal não se vence apenas com notoriedade em Palmas, muito menos com aparições em palanques.
Nos bastidores, a impressão é de que a ex-prefeita tenta, mais uma vez, se reposicionar politicamente pegando carona em projetos de terceiros para continuar no centro das atenções. Foi assim quando se aproximou de Eduardo Siqueira Campos no segundo turno em Palmas, após o fracasso do projeto tucano na capital, e agora reaparece vinculada ao projeto de Vicentinho Júnior.
A pergunta que muitos fazem é simples: qual é, de fato, a base política de Cinthia Ribeiro hoje?
Quantos prefeitos estão com ela? Quantos vereadores declararam apoio? Quais lideranças do interior caminham ao seu lado? Até agora, não há demonstrações públicas de uma estrutura eleitoral robusta capaz de sustentar uma candidatura federal competitiva.

A avaliação de parte do meio político é que a ex-prefeita tenta novamente pegar carona em projetos maiores para permanecer no centro das atenções. Foi assim no segundo turno em Palmas, ao aderir ao grupo de Eduardo Siqueira Campos, e agora ao surgir no palanque de Vicentinho Júnior.
Além disso, Cinthia deixa a Prefeitura de Palmas com desgaste político acumulado, críticas administrativas e forte rejeição em setores da própria capital. Embora ainda tenha visibilidade, isso não significa necessariamente transferência de votos para uma eleição proporcional em todo o Tocantins.
Outro ponto que chama atenção é o comportamento de parte dos perfis políticos e páginas de fofoca nas redes sociais. Muitos dos mesmos que ironizaram sua presença no palanque de Vicentinho agora divulgam sua pré-candidatura como se fosse um grande projeto consolidado. Nos bastidores, a leitura é de conveniência política e tentativa de reconstrução de imagem.
A sensação é de que a pré-candidatura ainda parece mais um movimento de engajamento político e sobrevivência midiática do que uma construção eleitoral sólida e estruturada.
Enquanto outros pré-candidatos percorrem o interior formando grupos políticos, consolidando alianças e ampliando bases municipais, Cinthia ainda parece depender muito mais da repercussão digital e da lembrança do cargo que ocupou do que de uma articulação real para chegar à Câmara Federal.
No fim, permanece a dúvida: existe um projeto eleitoral verdadeiro ou apenas mais um capítulo da tentativa de manter protagonismo político após deixar o poder?


