
Dotôra é a protagonista do documentário que estreia no Cine Cultura
– Foto: Helen Lopes/Governo do Tocantins
Estreia nesta terça-feira, 6, às 19h30, no Cine Cultura, o documentário Dotôra, que retrata a vida e os saberes da moradora do Quilombo Mumbuca (Jalapão), Noêmia Ribeiro da Silva, produzido com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital Audiovisual Tocantins, lançado pelo Governo do Tocantins, via Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Com duração de 30 minutos, a sessão será única, com entrada gratuita e classificação livre.
Dotôra é reconhecida por seu conhecimento sobre as plantas medicinais do Cerrado e por sua atuação na preservação das tradições quilombolas. Sua história está ligada à de Dona Miúda, sua mãe, matriarca que popularizou o artesanato em capim-dourado, atividade que transformou a realidade da comunidade. Com a morte de Dona Miúda, Dotôra assumiu a liderança do quilombo, ajudando a manter vivos os costumes locais.
Dirigido por Helen Lopes, o documentário busca registrar a trajetória de Dotôra além das redes sociais, onde ela já é conhecida. “Estamos falando de uma pessoa muito conhecida. A imagem e algumas das histórias contadas pela Dotôra já são muito difundidas nessa época de exposição em redes sociais. […] Nossa missão é, por meio da nossa arte, que é o cinema, registrar os saberes, as lutas e a importância dessa pessoa”, explica o diretora.
O roteiro é de Rayssa Carneiro, que também produziu o filme e pesquisou a vida da protagonista em seu mestrado. “Eu conheci a Dotôra em 2017 e, desde então, ela vem me inspirando e me instigando. Conhecer a Dotôra é também se incomodar com a sua situação, que é bem representativa de uma grande parcela da população, que vive longe das políticas públicas e do reconhecimento dos seus saberes e do seu valor. A gente se sente responsável em trazer esta realidade à tona”, conclui.
A sinopse descreve o filme como um retrato do Brasil profundo que resiste pela cultura, mostrando a tradição e a reinvenção presentes no Quilombo Mumbuca. A produção contou com equipe local, que inclui direção de fotografia de Helen Lopes e pós-produção da Gabiroba Filmes.


