
Ex-prefeito transforma desorganização financeira em legado; Tribunal de Contas cobra explicações sobre dinheiro público sem destino conhecido.
São Salvador do Tocantins (TO) – Quando se pensava que o caos administrativo deixado pelo ex-prefeito Edmar da Construção (PT) em São Salvador do Tocantins já havia atingido o fundo do poço, surge uma pá — e ele cava mais um pouco. Após deixar uma dívida de quase R$ 3 milhões sem cobertura, o ex-prefeito agora é citado em alerta oficial do Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO) por outra “obra”: R$ 229.921,71 que simplesmente saíram das contas públicas sem qualquer justificativa.
O valor está espalhado entre os fundos de Saúde, Assistência Social, Educação e Prefeitura, como se cada setor tivesse ganhado um prêmio invisível. Os recursos foram parar na conta contábil chamada “Diferenças em Conta-Corrente Bancária a Apurar”, nome técnico para “ninguém sabe onde foi parar”.
O TCE, nada surpreso, deu um ultimato: a atual gestão tem que explicar o rombo, identificar os responsáveis e, se possível, encontrar o dinheiro perdido – talvez atrás do almoxarifado, ou em algum relatório não preenchido.
O prefeito atual, André Miguel Ribeiro dos Santos, herdou a ingrata missão de reconstituir os rastros financeiros da administração anterior e detalhar tudo na Prestação de Contas de 2025. Tudo isso enquanto tenta governar uma cidade cujo orçamento já teve 10% comprometido pelas “heranças” de Edmar.
Aos poucos, vai ficando claro que a gestão do ex-prefeito Edmar da Construção (PT) não era apenas desastrosa – era uma aula prática de como não administrar recursos públicos. E como se vê, quando a gente acha que acabou, sempre pode piorar.


