
Alunos da Escola Presbiteriana de Colinas recebem os livros da coleção Minha África Brasileira e Povos Indígenas
– Foto: Seduc/Governo do Tocantins
O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), está distribuindo os livros da coleção Minha África Brasileira e Povos Indígenas. A ação faz parte do Programa de Fortalecimento da Educação (Profe) e do projeto Poder Afro, este tem o objetivo de fortalecer estratégias de combate ao racismo nas escolas, fomentando o respeito às diferenças.
Para atender aos estudantes que estão matriculados nas turmas do 3º ano do ensino fundamental ao ensino médio, a Seduc adquiriu 293.496 exemplares, que compõe livro didático, livro paradidático de literatura e encarte especial.
A Diretoria de Educação dos Povos Originários e Tradicionais da Seduc elaborou um guia orientador para os professores utilizarem o material. “Esse documento de orientação recomenda que o material seja abordado pelo menos uma vez ao mês e que sejam trabalhados dois capítulos por bimestre. Indica ainda quais as habilidades da matriz de recomposição e do DCT [Documento Curricular do Tocantins] devem ser desenvolvidas na utilização do material didático e paradidático”, explicou a coordenadora do Núcleo de Educação Escolar Quilombola e Educação para as Relações Étnico-Raciais (NEEQ-ERER) da Seduc, Karoline Rebouças.
Esses livros integram as políticas públicas para a aplicação da Lei n° 10.639, de 9 de janeiro de 2003; e da Lei n° 11.645, de 10 de março de 2008, que estabelecem as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. E também integram o material dos eixos da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).
A coleção busca desenvolver no estudante um conjunto de valores, atitudes e habilidades, por meio da abordagem de diferentes temáticas, práticas e atividades pedagógicas, para além dos conhecimentos específicos de cada componente curricular.
Experiência de escola de Colinas
Estudantes da Escola Presbiteriana de Colinas do Tocantins receberam, nesta semana, os livros da coleção Minha África Brasileira e Povos Indígenas.
A professora de História, Maria Aparecida de Luna Sousa, destaca a importância do programa para auxiliar os estudantes a desenvolverem uma nova consciência sobre a sociedade brasileira. “Este livro é um recurso valioso para as aulas de História, pois conta com uma linguagem simples, de fácil compreensão; ilustrações bonitas e atrativas; atividades de fácil compreensão, que o aluno pode desenvolver sem dificuldade. A proposta do livro é contextualizada e está dentro dos assuntos vistos pelos alunos, tudo isso enriquece e facilita a aprendizagem do estudante”, esclarece a professora.
Marcia José da Silva, que leciona Língua Portuguesa, pontua a importância do material para seguir as orientações do referencial curricular e da matriz de recomposição relacionadas à cultura africana e indígena. “Este livro auxiliará no desenvolvimento de competências e habilidades que irão favorecer as minhas ações em sala por meio da leitura e da interpretação, explorando o vocabulário e os gêneros literários por intermédio do repertório relacionado à literatura brasileira sobre eventos e aspectos sociais e culturais dos povos africanos e indígenas, de forma mais clara e objetiva”, esclarece a professora.
A estudante Ana Luisa Alves, de 14 anos, do 9º ano do ensino fundamental, aborda a importância dos livros. “Eu gostei muito, os conteúdos são interessantes e úteis para ampliação do meu conhecimento relacionado a fatos importantes da história brasileira, a qual os povos africanos e indígenas foram referência de força e resistência na construção do nosso país”, ressalta.
Anna Júlia Leite dos Santos, de 14 anos, também do 9º ano do ensino fundamental, comenta sobre a coleção. “Achei interessante a abordagem do conteúdo com detalhes da realidade enfrentada pelos povos africanos e indígenas. É importante reconhecer as dificuldades e os enfrentamentos que conduziram os rumos da nossa história. Ressaltamos que esses temas nos levam a não esquecer tudo que os negros passaram para conquistar a liberdade”, conta.


