O senador Irajá Silvestre (PSD) anunciou nesta quinta-feira, 6, que não disputará a reeleição ao Senado nas eleições de outubro. A decisão foi comunicada por meio de carta aberta e ocorre após uma série de divergências internas envolvendo a formação da chapa majoritária do PSD no Tocantins.
Segundo Irajá, sua indicação para disputar novamente o Senado, juntamente com o nome de Ivanete Lima (PSD), acabou não sendo incluída na ata da convenção partidária. O documento não cita os dois nomes, embora autorize a Comissão Executiva do PSD a deliberar posteriormente sobre assuntos que tenham ficado pendentes.
Durante a convenção, o presidente estadual do PSD e candidato ao Governo do Tocantins, Laurez Moreira, havia afirmado que a decisão sobre permanecer ou não na disputa pela reeleição caberia ao próprio senador.
O episódio é resultado de semanas de tensão dentro do partido. Em julho, Irajá chegou a anunciar Ivanete Lima como segunda opção do PSD ao Senado e o ex-governador Mauro Carlesse para uma das suplências. A movimentação entrou em choque com a articulação conduzida por Laurez, que defendia o espaço do ex-deputado Paulo Mourão (PT) na chapa ao Senado.
Na carta desta quinta-feira, Irajá afirmou que decidiu respeitar o cenário político e preservar suas convicções.
“Saio deste processo de cabeça erguida, com gratidão e respeito por todos que estiveram comigo”, declarou.
O senador ressaltou ainda que deixar a disputa eleitoral não representa abandonar seus ideais políticos, mas uma decisão diante das circunstâncias construídas dentro da própria legenda.
A saída de Irajá muda significativamente o tabuleiro da disputa pelas duas vagas do Tocantins ao Senado e acrescenta um novo capítulo à reorganização política do PSD às vésperas do início oficial da campanha eleitoral.


