A prisão da secretária municipal de Saúde de Palmas e de outros investigados na nova fase da Operação Falsa Emergência ampliou a pressão política sobre a gestão compartilhada das UPAs Norte e Sul da capital. Nas redes sociais, o deputado estadual Professor Júnior Geo repercutiu o caso em tom duro e levantou suspeitas sobre a existência de outros envolvidos.
Em publicação no Instagram, Júnior Geo afirmou: “Uma quadrilha, e não de festa junina. Hoje a Polícia Civil expôs as suspeitas graves na gestão compartilhada das duas UPAs de Palmas, com a prisão da secretária, do superintendente da pasta e de outra investigada que está foragida”.
O parlamentar foi além e disse que, na avaliação dele, os indícios já apontavam para um suposto esquema envolvendo recursos públicos. “Tava na cara o esquema forte de desvio de recurso público. E, se procurarem mais, vão achar. Tem peixe muito maior envolvido”, escreveu.

A declaração aumenta o desgaste político em torno da terceirização das UPAs e coloca ainda mais pressão sobre os agentes públicos que defenderam o modelo. A investigação, agora, deve avançar para esclarecer quem participou diretamente do processo, quem tinha conhecimento das supostas irregularidades e se havia outros nomes com influência na contratação.
O caso envolve a gestão compartilhada das UPAs Norte e Sul de Palmas, contrato que passou a ser alvo da Polícia Civil após suspeitas de irregularidades no processo administrativo. Com as prisões e a repercussão política, a pergunta que ganha força é: a investigação ficará restrita aos nomes já alcançados pela operação ou chegará a figuras maiores da gestão?
Enquanto a apuração segue, a fala de Júnior Geo reforça o clima de desconfiança sobre a terceirização e amplia o debate sobre a responsabilidade política de quem defendeu, autorizou ou sustentou o modelo dentro da gestão municipal.


