O prazo para que o presidente da Câmara Municipal de Alvorada, Douglas Mengoni, apresentasse seus esclarecimentos ao Ministério Público parece ter chegado ao fim. No entanto, até o momento, nenhuma resposta concreta foi tornada pública — o que amplia o clima de desconfiança sobre a condução administrativa do Legislativo municipal.
Engana-se, porém, quem imagina que Mengoni esteja intimidado com a pressão popular ou com o número crescente de olhos voltados à sua gestão. Pelo contrário, o que se percebe nos bastidores é um clima de aparente tranquilidade — ou desprezo — diante das cobranças por transparência.
Enquanto isso, os vereadores que deveriam agir como fiscalizadores permanecem em silêncio. Boa parte evita comentar o assunto publicamente, reforçando a percepção de que o Legislativo alvoradense vive um “apagão institucional”, blindando sua própria estrutura enquanto aponta falhas no Executivo.
A população observa com preocupação esse cenário, em que denúncias sobre contratos com valores acima da média — como o da atualização do Regimento Interno e da Lei Orgânica — seguem sem respostas convincentes. A incoerência entre o discurso de fiscalização e a omissão frente aos próprios problemas internos já levanta questionamentos sobre a verdadeira disposição dos parlamentares em atuar com responsabilidade e isenção.



