Nos bastidores, surgiram comentários que o depoimento do ex-prefeito PA era visto como uma peça-chave para uma possível cassação da chapa que elegeu a atual prefeita Thaynara Melo.
Alvorada (TO) – O suspense político que rondava os bastidores de Alvorada parece ter acabado em decepção para alguns aliados: o ex-prefeito Paulo Antônio de Lima Segundo, conhecido como PA, teria simplesmente arregado. Isso mesmo — os boatos sobre o surgimento de algum fato novo para a AIJE que investiga a troca de votos por cestas básicas estaria totalmente descartados.

A ação, que corre na 14ª Zona Eleitoral sob o número 0600752-79.2024.6.27.0014, apura denúncias graves de suposta compra de votos durante as eleições de 2024. O caso ganhou repercussão após um caminhão carregado de cestas básicas ser retido ao lado do CRAS, com notas fiscais divergentes e sem explicações convincentes, poucos dias antes do pleito.
Nos bastidores, corria a informação de que PA, contrariado com o rompimento com o paço municipal estaria disposto a influenciar o rumo do processo, já que o desenrolar da ação poderia atingir diretamente a prefeita Thaynara Melo. O sonho de alguns vereadores, inclusive, já era vestir a faixa de chefe do Executivo, com discursos prontos e a caneta na mão.
Mas… nada. Nenhuma articulação, nenhum recado velado, nenhum movimento de bastidor. PA desapareceu da cena como quem percebe que a briga é grande demais — ou perigosa demais.
Com isso, o que era expectativa virou frustração. O cenário de “virada” foi congelado e, por ora, a ação segue na Justiça sem interferência do ex-prefeito. O silêncio de PA virou o novo barulho de Alvorada.
E o recado das ruas é direto:
“Se era pra arregar, nem criava esperança, PA.”


