
A situação precária da ponte sobre o Córrego Jaú, na TO-296, mobilizou nesta semana moradores da zona rural de Jaú do Tocantins, que cobram uma solução definitiva após anos de intervenções improvisadas e reformas paliativas. No meio de produtores rurais e moradores afetados, políticos ligados à própria prefeitura também apareceram indignados, numa cena que soou irônica e gerou revolta nas redes sociais.
A vice-prefeita Pretinha, os vereadores Pedro Coelho e Rosa Dias, o secretário Abidiel Pereira e diversos moradores divulgaram um vídeo cobrando ação do Governo do Estado. No material, representantes públicos afirmam que a população “pede socorro” e clamam por recursos para reconstrução da ponte.
Entretanto, a divulgação acabou levantando questionamentos inevitáveis entre os moradores. Se a prefeita Luciene Araújo sempre afirmou ser amiga pessoal e aliada política do governador afastado Wanderlei Barbosa, com acesso direto a articulação de recursos e a caneta na mão durante grande parte do mandato, por que o problema não foi resolvido antes?
Por que somente agora, diante da pressão popular e do desgaste político, decidiu pedir publicamente aquilo que deveria ter sido articulado dentro do gabinete?
Durante anos, a prefeitura teve apoio político privilegiado, mas mesmo assim a ponte continuou recebendo apenas remendos temporários e improvisos, sem planejamento e sem projeto estruturado para uma obra definitiva. A situação atual expõe, mais uma vez, a fragilidade da gestão e a falta de prioridade para demandas básicas e essenciais.
A divulgação do vídeo, que deveria demonstrar iniciativa, acabou reforçando a percepção de desorganização administrativa e falta de capacidade de articulação, sugerindo um movimento de última hora para tentar conter o desgaste crescente na opinião pública.


