
Com nove viagens em 2025 e gastos de cerca de R$ 8 mil, atuação do prefeito Flávio Cristo Rei gera comparações e dúvidas sobre articulação fora do município.
Talismã (TO) – O prefeito de Talismã, Flávio Cristo Rei, realizou apenas nove viagens institucionais ao longo de 2025, com gastos que somam pouco mais de R$ 8 mil, segundo dados do Portal da Transparência. Os destinos foram, principalmente, Palmas e Brasília, centros onde normalmente são buscados recursos e parcerias para os municípios.
Mas a situação levanta um questionamento direto: será que essa baixa frequência de viagens não está prejudicando Talismã?
Enquanto prefeitos de outras regiões intensificam agendas fora do município, acumulando reuniões e articulações políticas, a movimentação mais limitada chama atenção. Afinal, recursos não caem do céu — precisam ser buscados, negociados e articulados.

A comparação é inevitável. Gestores que investem mais em deslocamentos e diárias costumam ter maior presença em gabinetes, ministérios e órgãos estaduais, aumentando as chances de conseguir investimentos. Quem aparece mais, articula mais. E quem articula mais, geralmente consegue mais.

Diante disso, surge outra dúvida: o prefeito está apostando em uma gestão mais interna, no conforto do gabinete, esperando os recursos chegarem? Ou está deixando passar oportunidades por falta de presença nos espaços onde as decisões acontecem?
O debate ganha ainda mais força quando se olha para o passado recente de Talismã, que já teve um prefeito com forte atuação externa, chegando inclusive à presidência da Associação Tocantinense de Municípios (ATM). Na época, a presença constante fora do município resultou em parcerias e visibilidade.
Agora, fica a pergunta que parte da população começa a fazer: qual modelo traz mais resultado — o de quem vai atrás ou o de quem espera?


