Tocantins está em grupo de 11 estados; análise é do Ceo e diretor da Quaest Felipe Nunes
Uma análise nacional publicada pelo g1 neste sábado, 26, coloca o Tocantins entre os estados onde há um favorito claro na disputa pelo governo e possibilidade de definição ainda no primeiro turno das Eleições 2026. No cenário tocantinense, o nome apontado é o da senadora e candidata ao Governo do Estado, Professora Dorinha (União Brasil).
A análise é assinada pelo cientista político Felipe Nunes, Ceo e diretor da Quaest, e considera o conjunto das pesquisas disponíveis até 25 de setembro. O estudo traça um panorama das 27 disputas estaduais e avalia onde o quadro eleitoral está mais próximo de uma definição já na votação de 4 de outubro.
Segundo a análise, 11 estados apresentam um favorito claro para vencer no primeiro turno: Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
O levantamento nacional aponta ainda que, considerando outros cenários em que candidatos se encontram próximos da maioria necessária, até 19 disputas estaduais podem terminar sem necessidade de segundo turno.
No Tocantins, a avaliação ocorre em meio a uma sequência de pesquisas que colocam Professora Dorinha na liderança da corrida pelo Palácio Araguaia. A Quaest está entre elas.
A liderança, percepção de crescimento e redução do universo de indecisos — que ajuda a explicar por que o Tocantins passou a integrar o radar nacional das disputas com possibilidade de definição antecipada.
A conta decisiva, entretanto, é feita sobre os votos válidos. Pela legislação eleitoral, para vencer uma disputa para governador no primeiro turno, o candidato precisa conquistar mais da metade dos votos válidos, excluídos brancos e nulos.
Quando os percentuais das pesquisas são convertidos para votos válidos, Dorinha se aproxima dessa linha, embora o cenário ainda não permita tratar uma eventual vitória no primeiro turno como resultado definido.
Outros levantamentos divulgados ao longo de setembro também colocaram a candidata à frente.
Pesquisa Real Time Big Data apontou Dorinha com 40% das intenções de voto, contra 33% de Vicentinho Júnior. Laurez Moreira apareceu com 7%, Ataídes Oliveira com 5%, Professor Witer Naves com 3% e Siqueira Campos Jr. com 2%.
Considerando apenas os votos válidos daquele levantamento, Dorinha chegou a 44%, enquanto Vicentinho alcançou 37%.
O Paraná Pesquisas também registrou vantagem da candidata. Dorinha apareceu com 40,6%, contra 34,1% de Vicentinho. Laurez Moreira marcou 6,5%, Siqueira Campos Jr. 4,9%, Ataídes Oliveira 2,8%, Du Pereira 0,5% e Professor Witer Naves 0,3%.
Na conversão para votos válidos apresentada pelo levantamento, Dorinha alcançou 45,3% e Vicentinho, 38,1%. No levantamento do Veritá, Dorinha também passa dos 45% dos votos válidos.
A presença do Tocantins entre os estados destacados na análise nacional acrescenta um novo ingrediente aos últimos dias de campanha. A disputa estadual, que durante meses foi acompanhada principalmente pelo eleitor tocantinense, passa a aparecer também nas projeções nacionais sobre quais governos poderão ser definidos já no primeiro domingo de outubro.
Isso, porém, não significa que a eleição esteja decidida. A candidata ainda não ultrapassou a barreira necessária.
Pesquisas eleitorais representam a intenção de voto dos entrevistados no momento em que são realizadas. A movimentação dos indecisos, o comparecimento às urnas e eventuais mudanças de escolha durante os últimos dias podem alterar a composição final dos votos válidos.
Por isso, a leitura mais segura é que Professora Dorinha chega à reta final em posição de liderança nas principais pesquisas divulgadas e com possibilidade matemática de disputar uma vitória ainda no primeiro turno.
A análise nacional reforça esse cenário ao colocar o Tocantins entre as 11 unidades da Federação onde atualmente existe um favorito claro.
Faltando poucos dias para a abertura das urnas, pesquisas e projeções ajudam a desenhar o cenário. Mas existe uma velha máxima da política que permanece atual eleição após eleição: pesquisa registra o momento; quem determina o resultado é o eleitor.



