O suposto envolvimento do ex-prefeito Paulo Antônio em um esquema de desvio de recursos da merenda escolar de Alvorada caiu como uma bomba — não só na política local, mas também nos cultos, grupos de oração e nas salas de WhatsApp onde seus apoiadores evangélicos costumavam exaltá-lo quase como um “irmão ungido da administração pública”.
Durante as últimas eleições, o ex-prefeito era tratado com tanta reverência por pastores e fiéis que, para alguns, ele já tinha praticamente “caminho livre para o céu”, faltando apenas a formalização por escrito. Agora, com a operação da Polícia Civil investigando desvios que ultrapassam R$ 4 milhões — e com a prisão do filho, Alceni Neto — o clima nas igrejas é de espanto, perplexidade e muita cara de interrogação.

Fiéis acostumados a ouvir palavras de apoio ao ex-gestor agora tentam conciliar fé, política e boletins de ocorrência. Alguns comentam que “não pode ser verdade”, outros dizem que estão em “prova de fogo”, e há quem aposte que tudo não passa de “uma batalha espiritual”. No fundo, todos seguem tentando entender como o homem que era citado no púlpito agora aparece citado em mandados de busca.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua a investigação — e, até o momento, não pediu apoio de pastores, obreiros ou ministérios de intercessão para auxiliar no inquérito.


