A crescente reclamação de aliados do próprio grupo político do prefeito de Talismã, Flávio Cristo Rei, começa a ganhar sustentação quando confrontada com os dados oficiais do Portal da Transparência. Segundo registros públicos, em dez meses de gestão o prefeito realizou apenas 22 viagens, sendo 90% delas destinadas a Palmas e apenas algumas raras idas a Brasília, onde são concentradas as principais fontes de recursos federais.
A crítica recorrente dentro da base governista é de que a gestão estaria estagnada, sem ritmo e sem articulação efetiva para captar investimentos — algo que outros prefeitos da região têm feito com intensidade. Enquanto cidades vizinhas mantêm agendas frequentes com deputados federais, senadores e ministérios, Flávio Cristo Rei parece desconectado da capital federal e pouco entrosado politicamente com a bancada que pode destravar verbas essenciais para obras e melhorias no município.
Nos bastidores, lideranças locais comentam que Talismã vive uma fase de lentidão administrativa, sem grandes anúncios, convênios ou conquistas expressivas. A ausência de viagens estratégicas à Brasília reforça essa percepção de falta de iniciativa, já que prefeitos mais atuantes não esperam recursos caírem do céu — eles vão atrás.
A comparação com outros gestores da região expõe ainda mais a diferença de postura: enquanto prefeitos próximos registram dezenas de agendas em ministérios e gabinetes parlamentares, Flávio Cristo Rei permanece limitado às viagens protocolares para Palmas, sem demonstrar empenho em ampliar as relações institucionais ou abrir portas para novos investimentos.
O comentário mais ouvido entre aliados é direto: “quem não busca, não recebe”. E, pelo visto, Talismã pode estar sentindo exatamente esse efeito.



