Sou cidadão de Gurupi e confesso que fiquei surpreso com a notícia de que a Câmara Municipal fechou um contrato de R$ 626.500,00 para contratar um sistema com inteligência artificial. A promessa é de modernizar processos, com votação eletrônica, certificação digital, suporte técnico e tudo mais.
Mas eu pergunto: será que nossos vereadores estão realmente fiscalizando o suficiente para justificar esse gasto? Porque tecnologia é ótima, mas se não houver vontade de agir, nenhum software no mundo vai transformar a fiscalização em algo mais efetivo.
Enquanto isso, a população continua enfrentando problemas sérios em saúde, educação e infraestrutura. Será que não seria mais sensato investir primeiro em resolver as demandas básicas e depois pensar em modernizar a gestão?
A modernização é bem-vinda, mas como cidadão, fico com uma dúvida: estamos comprando tecnologia para melhorar o trabalho ou apenas para dar a impressão de que ele está sendo feito?

Presidente da Câmara de Gurupi responde

Gurupi (TO) – Após a publicação do contrato de R$ 626.500,00 para a contratação de um sistema informatizado com inteligência artificial, um cidadão encaminhou carta ao portal questionando a real necessidade do gasto e a atuação fiscalizatória dos vereadores.
Na carta, o leitor apontou que, embora a modernização seja importante, a população espera que os investimentos tragam resultados práticos, especialmente na fiscalização e transparência dos atos da Casa. “Será que tecnologia de ponta sem vontade política vai resolver? Ou só vai deixar as falhas mais organizadas?”, questionou.
Diante da manifestação, o portal entrou em contato com o presidente da Câmara de Gurupi, vereador Ivanilson Marinho, que justificou a contratação. Segundo ele, o contrato com a empresa Ooka Tecnologia Ltda. contempla a implementação de um novo processo legislativo eletrônico, sistema de votação em plenário e um aplicativo para celulares que estará disponível a toda a comunidade.
Marinho destacou ainda que o valor de R$ 626.500,00 refere-se a um período de 60 meses, ou seja, cinco anos de vigência, e que o objetivo é modernizar o funcionamento da Casa e ampliar o acesso às informações legislativas para a população.
Com a justificativa apresentada, a expectativa é que a tecnologia realmente resulte em mais transparência, eficiência e participação popular — algo que a sociedade acompanhará de perto nos próximos anos.



