
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) suspendeu a autorização para o compartilhamento de provas que embasaram a prisão preventiva do ex-governador do Tocantins, Mauro Carlesse. A decisão foi proferida pela desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que acolheu um pedido de habeas corpus da defesa do ex-governador.
A defesa de Carlesse alegou que as provas compartilhadas foram utilizadas indevidamente para justificar a prisão preventiva, causando prejuízo irreversível ao réu. Com a suspensão determinada pelo TRF1, a Justiça Estadual deverá revogar a prisão preventiva, uma vez que os elementos apresentados não são considerados suficientes para a manutenção da medida.
A decisão da desembargadora destaca que a única evidência utilizada por órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e a Justiça foi uma conversa entre Carlesse e seu sobrinho. Com isso, a magistrada entendeu que a prisão preventiva se tornou irrazoável, reforçando a necessidade de garantir os direitos processuais do réu.
O caso de Mauro Carlesse tem sido acompanhado de perto por autoridades e pela opinião pública, dado o impacto político e jurídico da ação. A decisão do TRF1 representa um revés para a investigação, podendo impactar o andamento do processo contra o ex-governador.


